Especialização

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Aula

quinta-feira, 29 de março de 2012

A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DO ESPAÇO DE ATIVIDADES NA CRECHE




Para a criança, o espaço é o que sente, o que vê, o que faz nele.

Portanto, o espaço é sombra e escuridão; é grande, enorme ou, pelo contrário

Pequeno; é poder correr ou ter que ficar quieto, é esse lugar onde

Pode ir, olhar, ler, pensar.

O espaço é em cima, embaixo, é tocar ou não chegar a tocar; é barulho

Forte, forte demais ou, pelo contrário, silêncio, são tantas cores, todas

Juntas ao mesmo tempo ou uma única cor grande ou nenhuma cor....

O espaço,então,começa quando abrimos os olhos pela manhã em

Cada despertar do sono; desde quando, com a luz, retornamos ao espaço.

(Fornero, apud Zabalza, 1998, p.231)



Planejar atividades, fazer uma boa organização do trabalho na creche oferece, segurança às crianças, possibilitando-as desde pequenas, compreenderem a forma como as situações sociais que vivem são geralmente organizadas. Com isso elas têm mais autonomia, pois percebem regularidades e mudanças, rotinas e novidades e podem então orientar seus próprios comportamentos. Entretanto, devemos considerar a riqueza da dinâmica social típica do ser humano, sempre em movimento, sempre repensando significações. Daí que, planejar atividades não se refere propriamente à previsão de uma seqüência de atos que serão obrigatoriamente cumpridos, cabendo ao educador controlar para que as crianças participem obedientemente da mesma. Tal ideia contraria a visão de criança ativa, motivada, capaz de decidir, que busca agir com o outro, a interagir com ele.Uma proposta para creche envolveria a organização de variadas atividades, com diferentes materiais e em espaços físicos determinados para grupos de crianças. Nestas atividades o educador cuidaria de interagir com as crianças e de favorecer a interação entre elas e delas com objetos,espaços, situações enfim disponíveis. No ambiente organizado, busca-se o equilíbrio entre aquilo que é novo para a criança, ocasiões para ela explorar e descobrir, e aquilo que é familiar, momentos em que retoma ações, brincadeiras.Como organizar o espaço?Pesquisas têm demonstrado que áreas semi-abertas, criadas por divisórias de pouca altura,permitem as crianças se certificarem, pelo olhar, que o educador está por perto e possibilitam que um número reduzido de parceiros se reúna em torno de uma zona estruturadora de atividades. Tais zonas podem ser um escorregador, uma casinha de bonecas, um canto para guardar carrinhos maiores como em garagem, cabides com várias roupas, bolsas, chapéus, guarda-chuvas dependurados, etc.A organização do espaço físico, portanto pode ser uma boa solução, desde que não haja um número excessivo de crianças ocupando o espaço. Zonas estruturadas ao redor de certos temas como: casinha, cabeleireira, vendinha, posto de gasolina, canto de leitura etc., dão oportunidade para que as crianças se associem em pequenos grupos e desenvolvam atividades em grande parte sugeridas pelos “cenários” destas zonas de atividades. Peças simples podem servir para estruturar cantinhos com cenários e enredos mais definidos (por exemplo, grandes caixas onde as crianças podem fazer de conta que se escondem na floresta, ou que andam de trem etc.).

As áreas de atividades permitem que cada criança interaja com um pequeno número de companheiros, o que é uma situação confortável, especialmente para os menores de três anos que parecem “se perder” diante do grande número de propostas de ação que costumam surgir no grupo total de crianças de sua turma. O pequeno grupo possibilita melhor coordenação das ações das crianças, o que leva a criação de um enredo único de brincadeira, aumentando a troca e aperfeiçoando a linguagem. Desta forma não há necessidade de o educador atrair a atenção de todas as crianças, ao mesmo tempo, para si. Com isso as crianças esperam menos para serem atendidas, ou melhor, aproveitam este tempo em outras atividades interessantes.Na hora de planejar o espaço, deve-se ter como apoio os princípios da Educação Infantil, que são cuidar e educar de forma indissociável; complementaridade das ações com as da família;criança como sujeito de direitos e que expressa por múltiplas linguagens e diversidade.Apresentaremos alguns exemplos da creche que hoje existe. Com algumas idéias simples,acreditamos poder mudar algumas questões importantes no cotidiano das instituições.Nas salas onde as crianças fazem as atividades poderemos colocar espelhos com prateleiras, com diversos objetos como: boné, fantasias, chapéus, pinturas...Nos trocadores, colocar bichinhos nas paredes, móbiles baixos, permitindo que as crianças brinquem com eles, mas variando para que não fiquem sempre os mesmos;O cantinho dos berços pode oferecer momentos de privacidade, com almofadas, fazendo-se um ambiente aconchegante para se contar histórias e cantar músicas. Não é necessário que todas as crianças estejam presentes, pois nem todos dormem ao mesmo tempo;Podem-se fazer escadas com degraus baixos, e colocar ao redor dos berços colchões para que as crianças não se machuquem se caírem;Tocas e cortinas fazem um papel importante na delimitação do espaço;Quanto mais colocarmos objetos estimulantes no ambiente, mais possibilitará a intencionalidade educativa.Na entrada da creche ou sala pode-se colocar um túnel com ou sem janelas, feitas com caixas de geladeira. A criança entrará dentro dele e descobrirá muitas coisas legais, e os pais podem e devem participar junto com as crianças;O parque pode proporcionar à criança um ambiente estimulante se for também planejado, eis algumas dicas: Podemos criar uma estrutura que aproveite os cantos do parque, com bancadas, pias com torneiras, pneus para as crianças se sentarem. Assim pode-se utilizar o espaço fazendo oficina de argila, desenhos, pinturas, brincadeiras de massinha, etc;Um toco de madeira pintado poderá servir de barquinho; caixas de madeira podem ser penduradas nos muros (servem de bercinho, fogãozinho).Fazer um cantinho para a estória do livro com banquinhos para elas se sentarem, e um espaço para colocar livros enquanto estiverem brincando no parque;Nos muros podem ser feitos desenhos pelas próprias crianças para ficar bem mais alegre o parque;Deve ter caixa de areia fina, areia de praia, barro, gravetos.Os educadores podem sair com as crianças para conhecer o espaço fora da creche ou podem trazer pessoas de fora para vir interagir com as crianças na creche, ampliando o conhecimento destas acerca do mundo. Um homem da comunidade que trabalha em marcenaria pode ser chamado para construir alguns brinquedos de madeira com as crianças, ou seu José,bombeiro aposentado morador da vizinhança, pode ser convidado a contar às crianças histórias de quando ele trabalhava.

A proposta pedagógica de uma instituição de educação infantil deve estar fundamentada numa concepção de criança como cidadã, como pessoa em processo de desenvolvimento, como sujeito ativo da construção do seu conhecimento, como sujeito social e histórico marcado pelo meio em que se desenvolve e que também o marca.Para viabilizar a concretização da proposta é preciso que os espaços sejam projetados de acordo com a mesma a fim de oferecer o desenvolvimento das crianças de zero a seis anos,respeitadas as suas necessidades e capacidades. Portanto o imóvel deve apresentar condições adequadas de localização, acesso, segurança, salubridade, saneamento e higiene em total conformidade com a legislação.A organização do espaço deve possibilitar as crianças da educação infantil:



* Brincadeira

* Atenção individual

* Um ambiente aconchegante, seguro e estimulante

* Contato com a natureza

* Higiene e saúde

* Alimentação sadia

* Desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão

* Movimentos em espaços amplos

* Proteção, afeto e amizade

* Expressar seus sentimentos

* Uma atenção especial durante seu período de adaptação



Desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa.Concluindo, queremos lembrar que nada adianta o espaço mudar se a atitude do educador não mudar também, e que é de fundamental importância o educador planejar pensando na criança e não só o que é mais cômodo para si.



PARA REFLETIR...

O tempo e as jabuticabas


'Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver

daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela

menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela

chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.



Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir

quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.



Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos

para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem

para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.



Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir

estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas,

que apesar da idade cronológica, são imaturos.



Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões

de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo

majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas

não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a

essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente

humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta

com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não

foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados,

e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.



Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse



amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'



O essencial faz a vida valer a pena.


Rubem Alves

sexta-feira, 23 de março de 2012

A Educação

Um dia desses lemos em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo a seguinte advertência: "minha educação depende da tua"!

Ficamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma.

Ora, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.

Ademais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. Refletiríamos como se fôssemos um espelho.

A educação é a arte de formar caracteres, e por conseguinte, é o conjunto de hábitos adquiridos. Assim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros como uma reação apenas?

O verdadeiro caráter é forjado na luta, na luta por dominar as más tendências, por não revidar uma ofensa, por retribuir o mal com o bem.

Um amigo tinha o costume de dizer: "bateu, levou!" Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava. Imediatamente ele se posicionou em contrário.

- É claro que eu não aprovo pessoas mal-educadas. Então questionamos outra vez:

- Se não os admira, porque você os imita?

Ele ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu:

- É, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.

Dessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.

Todos os ensinamentos do Cristo, a quem a maioria de nós diz seguir, recomendam apresentar a outra face. Imaginemos se Jesus tivesse ensinado: "se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra", ou então "faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam". Nós certamente não O aceitaríamos como modelo a ser seguido.

Assim sendo, lutemos por nos educar segundo os preceitos do Mestre de Nazaré, que diante dos momentos mais dolorosos de Sua vida manteve a calma e tolerou com grandeza todas as agressões sofridas.

Não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.

Quando tivermos que prestar contas às leis que regem a vida, não encontraremos desculpas para a nossa falta de educação, nem poderemos jogar a culpa nos outros, já que Deus nunca deixou a Terra sem bons exemplos de educação e dignidade.

* * *

Não adotemos os constumes comuns que nada tem de normais. O normal é cada um buscar a melhoria íntima com os recursos internos e externos que Deus oferece.

As rosas, mesmo com as raízes mergulhadas no estrume, se abrem para oferecer ao mundo o seu inconfundível perfume.

O sândalo, por ser uma árvore nobre, deixa suave fragrância impregnada no machado que lhe dilacera as fibras.

Assim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria ignorada e no cap. 54 do livro Depois da morte, de autoria de Léon Denis, ed. FEB.

PARA REFLETIR...

APRENDENDO A DESAPRENDER

Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender... praticamente tudo.
Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito "sabe-tudo". Pois é. E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?
As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral. Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.
Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho. Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros. Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado. Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz. Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente.
A solução é voltar ao marco zero. Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.

MÚSICAS INFANTIS

As cantigas fazem parte da nossa infância e é nosso dever como educadores preservá-las, incentivando nossas crianças a cantá-las, brincarem com elas. Elas não devem servir apenas para alfabetizar, as cantigas devem fazer parte do cotidiano da sala de aula. E por isso, por ser um texto memorizado, é que elas podem servir como textos auxiliares para alfabetização.

O lúdico deve estar presente nesta fase da criança, a alfabetização deve ser vista, como algo prazeroso por ela, e não com exercícios cansativos e repetitivos de cópias e sem significado para a criança. No decorrer do processos de alfabetização os erros vão sendo corrigidos, mas no início o mais importante é a criança ter o prazer em aprender a ler e a escrever.












Música: Meu Pintinho Amarelinho


Meu pintinho amarelinho

Cabe aqui na minha mão

Na minha mão.


Quando quer comer bichinho

Com seus pezinho ele cisca o chão.


Ele bate as asas

Ele faz piu, piu

Mas tem muito medo é do gavião.












Música: A Janelinha


A janelinha fecha

Quando está chovendo

A janelinha abre

Se o sol está aparecendo.


Fechou, abriu
Fechou, abriu, fechou


Abriu, fechou
Abriu, fechou, abriu.















Música: O Jipe


O jipe do padre
Fez um furo no pneu
O jipe do padre
Fez um furo no pneu
O jipe do padre
Fez um furo no pneu
Consertamos com chiclete.















Música: Sapo Cururu


Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo grita, ó maninha!
É que esta com frio.
A mulher do sapo
É que está lá dentro
Fazendo rendinha, ó maninha!
Pro seu casamento.